30/12/2014

(umas das) 10 músicas que eu mais ouvi em 2014

      Que lista esquisita, ouvi de tudo e comecei a gostar de outros tipos de música também. Coloquei uma música de cada artista que eu mais ouvi porque fui ver nas 25 mais tocadas no meu iTunes e só tinha Lana Del Rey e Banks.
      Todas elas me fazem lembrar de uma fase diferente que eu passei esse ano, pessoas e sentimentos e já que música tem uma grande importância na minha vida, resolvi compartilhar, feliz ano novo galera! :)

ADTR - It's Complicated


Ed Sheeran - Autumn Leaves


YMAS - No One Does It Better


BMTH - Sleepwalking


Lana Banana - Blue Jeans


Banks - Drowning


The Weeknd - Wicked Games


Troye Sivan - Happy Little Pill


Trove Lo - Habits


In My Mind (Axwell Remix)


28/12/2014

Loucura e Suicídio: "Veronika decide morrer"

Como julgar - num mundo onde se tenta sobreviver a qualquer custo - aquelas pessoas que decidem morrer?

      A primeira vez que li esse livro tinha 15 anos, mas como eu romantizava muito o suicídio naquela época, resolvi reler com uma visão diferente e mais madura em relação ao assunto. E claro, Paulo Coelho é um dos gênios da literatura que descreve sentimentos como ninguém, ler qualquer obra dele vale muito a pena.
      Sem contar muito sobre a história, "Veronika decide morrer" aborda suicídio, loucura e conhecimento próprio. Veronika é uma jovem de 24 anos que tinha uma vida normal, nem triste, nem feliz. Era bonita, seus pais a amavam, tinha dinheiro e muita saúde. Chega a conclusão que já viveu tudo o que tinha que viver e coisas bonitas e agradáveis que vê todos os dias iam perder a originalidade com o tempo.
      Achei o livro agradável de ler, apesar de muitos acharem que é pesado por causa do nome - suicídio ainda é um tabu pra muita gente.
      A definição de loucura do livro foi a mais real e verdadeira que eu já vi e os "loucos" retratados têm loucuras muito comuns nos dias de hoje, fazendo com que os leitores se identifiquem com a história.
      É um livro de aprendizado e reflexão, que mostra exatamente o que muitos jovens realmente pensam e acabam aceitando, tendo uma falsa felicidade pelo resto da vida. Eu recomendaria esse livro para públicos mais maduros, mesmo não sendo pesado nas abordagens, crianças e adolescentes podem interpretar o livro de uma forma errada.

      Comentário: Loucura é viver no próprio mundo.
      Nota: Brisa fresca numa tarde quente.

24/12/2014

Feliz (?) Natal

      Hoje, véspera de natal, a época do ano em que as pessoas são solidárias, positivas e sociáveis, estou na casa dos meus pais confraternizando e aproveitando a rara companhia deles. Minha mãe foi à missa, meu irmão mais velho está com fone de ouvido e a atenção voltada ao seu computador, meu pai assistindo as notícias como ele sempre faz e eu estou adiantando a ceia e apenas ouvindo o que se passa na TV. 
      Vamos concordar que as notícias nunca são muito positivas, mas esperamos nessa época de amor e paz que a violência tão comum no resto do ano pare um pouco. Não sei se era porque meu estado de espírito está muito tranquilo ou se realmente não estava preparada para uma notícia daquelas, só sei que senti uma tristeza e um vazio enorme ao ouvir sobre ela.
      Um homem de 54 anos morreu depois de uma tentativa de assalto na zone leste de São Paulo. Infelizmente vemos notícias como essa todos os dias e estamos acostumados, mas a razão que o menor de idade disparou a arma foi porque o professor, deficiente físico, teve dificuldade de sair do carro. A esposa que também estava no carro o levou ao pronto socorro mas ele não resistiu, os dois assaltantes, procurados, não levaram nada. Na minha opinião eles levaram sim, alguma coisa. O amor de uma mulher apaixonada. O aprendizado de alunos com um futuro promissor. O futuro de um menino que acaba de tirar a vida de uma pessoa.
      Fiquei um pouco chocada também comigo mesma, trato acontecimentos como esse com naturalidade o resto do ano. Qual o meu motivo de achar isso uma situação normal? Não importa se é Natal ou não, pessoas morrem todos os dias pela falta de discernimento de outras. Podia ser eu, ou pior, podia ser alguém importante na minha vida.
      Queria ser ignorante ao ponto de achar que a vida é perfeita e tudo vai ficar bem, queria também achar que todo mundo pensa que nem eu, que nunca seriam capazes de fazer um absurdo desses. Mas ninguém é igual, todos têm seus motivos. Mesmo assim quero aproveitar a família maravilhosa e imperfeita que eu tenho, feliz Natal.