Já foi criado um código moral que muitos países seguem para que nenhuma injustiça aconteça. Fair play, como os esportistas dizem. Impede que um tenha vantagem contra o outro, para que eles não usem de artifícios para facilitar a vitória. Preserva o espírito esportivo, considerado mais importante que ganhar. Você não tem a obrigação de testemunhar contra seu marido ou mulher. Essa foi uma regra criada para conservar algo mais importante que a verdade. O amor.
Nós não fizemos o universo, a natureza, elas já estavam aqui, mas nós podemos fazer julgamentos sábios. Tanto que tivemos a capacidade de criar regras que agradam a maioria da sociedade, facilitando a convivência. Mas algumas coisas que não são aceitáveis na guerra e no amor podem ser não só perdoadas como recomendadas. Ler mensagens que não foram mandadas pra você, disfarçar e até matar podem ser considerados crimes passionais.
Amor e guerra colocam coisas diferentes em risco. Violar a lei da guerra é um crime, mas não existe uma lei oficial do amor. Você não pode acusar o cupido por um coração partido, você não pode mandar alguém para a prisão por não te amar de volta e nem pode ligar pra polícia se alguém te deixar por outra pessoa. E mesmo assim nós sempre torcemos para que aquele personagem fictício deixe alguém para seguir seu coração, que abandone alguém no altar para ficar junto do seu amor verdadeiro.
Seria o amor uma desculpa melhor para mal comportamento do que a guerra? Não para um crime, obviamente. Entretanto a guerra foi criada pelo homem. O amor é uma condição, assim como a morte, inevitável. Natural. Não podemos acusar a gravidade por fazer as coisas caírem. Então quem somos nós para acusar alguém de abandonar e deixar uma pessoa para seguir sua paixão?
"The heart has its reasons, which
reason knows nothing of"
Blaise Pascal
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir